ARTE PARA TODOS
- Masp Mais

- 31 de mai. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 2 de mai. de 2021
Os assuntos inclusão e acessibilidade não são mais novidades, nos últimos anos abordar esse tema se tornou cada vez mais comum e eles vêm ganhando um espaço cada vez maior devido a sua importância, então claro, é um tema que não poderia faltar no MASP MAIS. Mostraremos um pouco de como seria o seu roteiro no museu sendo PcD (Pessoas com Deficiência).
Para saber mais!
Você sabia que temos órgãos reguladores sobre a questão de PcD? O nome dele é CORDE e cuida das políticas públicas para sua integração, seus direitos e também da promoção de sua cidadania.
Temos leis garantindo o direito da acessibilidade desde 1989, mas somente anos depois esse assunto começou a ser mais visado com criações de novos decretos em 1999, 2005 e 2009 . Então, como podemos ver, esse assunto já tem história.

E como o MASP colabora nessa inclusão?
Quebrando as barreiras arquitetônicas!
O museu conta com elevadores, banheiros adaptados e até mesmo cadeira de rodas para quem possui mobilidade reduzida, retirando boa parte das dificuldades que impossibilitam o acesso desse público, além disso, está localizado próximo ao metrô (também adaptado com elevadores) apresentando fácil locomoção também na avenida.
Sendo mais do que somente visual!
O MASP lançou também no final de 2019, um aplicativo gratuito com áudios das diversas obras da coleção “permanente” do museu, são cerca de 170 gravações, com comentários sobre as obras e seus contextos. Durante as gravações, há também descrições sobre os objetos que compõe a imagem.
Para encontrar as obras no aplicativo, basta apontar o celular para ela, assim ele faz a leitura e abre os comentários sobre cada arte. É possível, também, pesquisar pelo nome do quadro ou escultura que tem interesse. Essa digitalização do acervo do museu não dispõe total independência para um portador de deficiência visual, mas já é um grande passo para a acessibilidade.

E PcDs, o que falam sobre o museu?
Segundo o relato de um pesquisador com deficiência visual que visitou o museu na exposição da Tarsila do Amaral em 2019, há a disposição de duas filas para compra de ingresso, sendo uma delas para pessoas com deficiência. Fora isso, não há muitas estruturas adaptadas, nem atendimento específico para esse público, mas os colaboradores do MASP, dos monitores aos atendentes, tentam ultrapassar as limitações técnicas e atender da melhor forma possível esses visitantes.
Com esse relato, vemos que a acessibilidade é necessária tanto quanto a conscientização das pessoas sobre ela. Mesmo sabendo que a adaptação sempre virá em passos lentos, é vital o conhecimento de todos sobre esses fatos e dificuldades, pois assim criamos uma cidade com mais cidadania e inclusão.
Como eu, comunicador, posso contribuir para agilizar a adaptação?
Os portadores da palavra tem um papel privilegiado nesse processo, pois podemos além de nos conscientizar, fazer isso com os outros por meio da criação de campanhas publicitárias, programas de rádio, podcasts, ou personagens que retratam essa realidade, não somente falando para as pessoas sobre a importância das adaptações e de ambientes acessíveis, mas mostrando as dificuldades que esse público passa quando isso não existe, gerando a reflexão de que coisas simples para nós, como subir poucos degraus para chegar em um estabelecimento, são para os deficientes físicos um desafio quando não há essa tal acessibilidade.
Então pense no relato do pesquisador com deficiência visual, na dificuldade de acesso a alguns locais pela falta de ônibus adaptados para quem tem redução da habilidade motora, e reflita: “E se fosse comigo? ”
Por Karoline Brito




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