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NO CENTRO DE TUDO

  • Foto do escritor: Masp Mais
    Masp Mais
  • 1 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de mai. de 2021

Com o objetivo de te informar tudo sobre os acervos e exposições que o Masp oferece, o MASP MAIS também abre questionamentos e reflexões na intenção de mostrar a imensa representatividade que o museu possui, e compartilhar os motivos desse ícone ser apreciado por muitos. Foi considerado uma das mais preciosas instituições culturais da América Latina e continua tendo um enorme renome na América do Sul, por isso a história sobre onde ele é abrigado não poderia faltar, não é mesmo?


Como surgiu a Paulista?

A avenida já é a queridinha de muitos, não somente pelas instituições que ela possui, mas pelo polo cultural em que se transformou. Fundada há 128 anos, a via reflete toda a história de São Paulo, e quando inaugurada, já levava em conta tanto pedestres quanto carroças, além de ter sido também morada para as elites e suas mansões.



Por volta de 1910, pela falta de prédios, havia terraços em que se podia enxergar até o Anhangabaú. Que contraste com o que temos hoje, não?! Já em meados de 1920, os carros enchiam a avenida, causando os famosos engarrafamentos. É, pelo jeito muita coisa não mudou tanto assim.


Em 1950, os icônicos prédios da via começaram a ser construídos no lugar das mansões, e dez anos depois começa a MASP pela arquiteta Lina Bo Bardi.


Curiosidade: Sabia que as emblemáticas vigas do MASP antes eram cinzas? Somente em 1970 elas foram tingidas de vermelho!


Os anos foram se passando e a Paulista foi crescendo em conjunto com o seu público e também se modernizando, com reforma de suas vias, relógios e até mesmo a construção da Linha Verde do Metrô.


Mas por que ela é chamada de pólo cultural? O que a Avenida Paulista comunica?

A função cultural da avenida começou justamente com a inauguração do nosso MASP, pois isso agilizou a industrialização e deu importância a ela. Após a migração de grandes empresas e bancos para o local, houveram outras instituições culturais fundadas, como o Fiesp (Fundação das Indústrias do Estado de São Paulo), o Centro cultural do Banco Itaú e a Casa das Rosas.

Não parando por aí, a via foi se popularizando e ganhando espaço no coração das pessoas, virando passatempo e ponto turístico não só pelas instituições, mas em suas próprias calçadas. Ela virou espaço de lazer em 2016 e desde então os carros estão proibidos de circular por elas aos domingos e feriados, das 10h às 16h, sendo tomada por música ao ar livre, pequenos eventos e até mesmo shows. Isso sem falar dos artistas independentes que se apropriam desses espaços para mostrar e vender suas artes, fazendo os asfaltos da Avenida Paulista suas estantes e palcos. Artistas plásticos, músicos e atores dão vida as suas obras e representações, fazendo dessa tão importante via um antro de comunicação.


Com o passar dos anos ela sofreu alterações estéticas e de representação. Os seus públicos foram se modificando conforme eram atribuídos novos significados a via, o que antes era símbolo de riqueza e poder para elite, se transformou na imagem da indústria e do comércio, adquirindo depois a fama por suas multinacionais, bancos e monumentos, para enfim carregar a pluralidade cultural e de valores que hoje. Além de representar tão bem esse espaço, virou um retrato de São Paulo.


Por Karoline Brito

 
 
 

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